3 Passos para entender a demência vascular
- Diana Luzio Alves

- 4 de dez. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2018

Demência Vascular (DV) é um termo comum para o cuidador que procura aumentar o seu conhecimento sobre a demência, mas ainda assim pode não estar completamente familiarizado! Este tipo de demência pode ser descrito como um problema de fluxo sanguíneo para o cérebro que provoca uma privação de oxigénio e nutrientes nas células cerebrais. A Demência Vascular é, a seguir à Doença de Alzheimer, a segunda forma mais comum de Demência.
Normalmente, ao contrário de outro tipo de demências, a evolução dos sintomas da DV não é gradual, mas repentina. É comum descrevermos o aparecimento de sintomas “em escada” ou “em degraus”, pois estes tendem a piorar a cada episódio vascular. Para complicar um pouco mais, estas mudanças podem ser imprevisíveis e surpreendentes na sua natureza.
É por isso que listo aqui algumas dicas que poderão ajudá-lo a entender a Demência Vascular.


Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns
· Perdas irregulares (não graduais) na memória e na mobilidade
· Mudanças emocionais e energéticas
· Pode ter períodos de recuperação e de agravamento
· Novos sintomas que surgem num curto período de tempo e não melhoram
· A capacidade de julgamento e o comportamento estão alterados

Aprenda a procurar mudanças, mesmo pequenas
A demência vascular tem um RISCO ELEVADO de um evento agudo, como delírio e mudanças súbitas nos sintomas. Existe também alta probabilidade da existência de episódios depressivos e ansiosos. É até mesmo possível vivenciar períodos em que a sintomatologia parece melhorar.
O importante a reter com demência vascular é que é imprevisível!

Preste atenção aos estados emocionais
É crucial prestar muita atenção aos níveis emocionais. Se a pessoa que vive com DV estiver num período monótono e não emocional, não deverá abordá-la com bastante humor e alta energia. Isso não irá ajudar na interação e, pelo contrário, só a vai esgotar.
Para evitar que isto aconteça, diminua a sua energia e espelhe a dela! O cuidador deve sempre procurar manter a melhor comunicação, e a melhor conexão, com a pessoa.
Mas atenção: isto não é depressão e não pode ser corrigido com medicação. Pelo contrário, a pessoa que vive com DV não é capaz de se preocupar com nada nesses momentos. É melhor ser paciente e entender que a situação vai passar.
“Sem saúde Mental não há Saúde” - Desconhecido
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